enfim...
voltamos com a programação normal.
Read more...trecos e tralhas...bagunça!
"todas as pessoas que falam pra me consolar,
parecem um bocado de bocas se abrindo e fechando, sem ninguém pra dublar.
eu já disse adeus antes mesmo de alguém me chamar.
não sirvo pra quem dá conselho.
quebrei o espelho, torci o joelho, não vou mais jogar..."
"prendia o choro
e aguava o bom do amor..."
(cajú)
E mais uma vez, eu aviso: "o meu coração tá na corda bamba e com soluço. por favor, não me de susto, que eu posso cair..."
uma coisa acontece e é dada a largada pra ansiedade.
turbilhão é a palavra de ordem, a partir daí:
turbilhão de pensamentos, planos, sonhos.
depois, uma carga intensa de medo.
e por fim, pessimismo barato acompanhado de pensamentos destrutivos e tristeza sem fim.
a duração de cada fase é variável. e normalmente não é preciso nada para que se passe de uma fase pra outra, a ansiosa faz isso por conta própria, sem motivo.
e o ansioso espera, ansiosamente, pelo momento em que pare na primeira, onde os planos e sonhos realizem e concretizem.
nada como falar para poder, de fato, se ouvir.
por hora, é isso. sem mais...
e as músicas voltaram a fazer sentido,
como nunca mais haviam feito.
e hoje, essas sentiram mais:
"não vejo mais você faz tanto tempo... que vontade que eu sinto, de olhar em seus olhos, ganhar seus abraços... é verdade, eu não minto"
"quando finjo que esqueço, eu não esqueci nada. e cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais. e te perder de vista assim é ruim demais..."
e esse dia que não chega?
cada hora que passa, subo mais um degrau de esperança.
e aumenta o medo de cair lá de cima...
e a certeza de que eu preciso viver a minha décima terceira hora, cada vez mais forte.
As horas não passam. A noite se arrasta e o dia demora a amanhecer. Dormir se torna uma tarefa difícil, diante de tanta ansiedade. E essa terça-feira de carnaval que não vem...
faz-se necessário repetir:
"o meu coração ta na corda bamba e com soluço
por favor, não me dê susto
que eu posso cair..."
exatamente, de repente.
Não sei dizer como isso aconteceu. Em 48 horas, já fiz planos, pensei em desistir, senti ciúmes e renovei as esperanças... Essa sou eu, ansiosa desde 1989....
O tempo passa...e aquilo que te tomava, vira pó sem muitos problemas. Você mesmo trata de varrer e deixar tudo como antes.
É certo que fica o que for de aprendizado...pra que não se erre de outra vez.
Mas não passa muito tempo e aquele grupo de borboletas voltam a pular no estômago e a incerteza e ansiedade voltam a reinar...outro.
"Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?”
(Razão de Ser - Paulo Leminsk)
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