Memórias de um arrepio

Você pode ter esquecido
mas minha memória é eterna
Eu sou aquele arrepio
sem vento e sem frio
subindo em tua perna

O grito comprimido num pote
O cheiro cheiroso
que te esquenta o cangote
Eu sou o inferno e sou a paz

Sou o passado que vai à frente
o presente correndo atrás
Eu sou aquele que te segue enquanto anda
tragando o teu cheiro de mel e lavanda
Eu sou a tua libido viva

A gota de saliva que escapole do beijo
escorre na louça, ilumina o que vejo
E não mais do que justo, segue sua trilha
desliza em teu busto e transborda à virilha

Eu sou o que essa gota
é agora
Passeio em teu corpo
pouso em tua mão
e nunca mais vou embora

(Pietro Leal)

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Tec

caminhei com o pessimismo
sempre ao meu lado
como um cego com seu guia

mas a cada momento
a cada 'não' iminente
um sim me surpreendia

disse 'a' peixe:
boas mudanças virão,
minha cara...

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ontem


Muito do que eu faço, não penso, me lanço sem compromisso.
Vou no meu compasso, danço, não canso, a ninguém cobiço.
Tudo o que eu te peço, é por tudo que fiz e sei que mereço.
Posso, e te confesso: você não sabe da missa um terço.

Tanto choro e pranto, a vida dando na cara.
Não ofereço a face nem sorriso amarelo.
Dentro do meu peito uma vontade bigorna, um desejo martelo.

Tendo tudo contra e nada me transtorna.
Dentro do meu peito um desejo martelo, uma vontade bigorna.

Vou certo de estar no caminho. Desperto.

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Pudores

Pra quê tê-los?
E como não tê-los?

É preciso despir-se
Um por um
Como quem se despe das roupas
Numa noite quente.

É preciso deixar de lado dogmas
Esquecer limites
E se libertar
Para a vontade.

Hedonismo.
Desejo.
Querer.
Sem pudores...

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o fantástico

a angústia da espera
a ânsia pela resposta

que dizer desse vazio
entre o ok do 'enviado'
e o alerta na caixa de mesagens recebidas?

e o suspense gostoso
dá lugar ao pessimismo barato
a ansiedade maldosa
e a insônia atacada.

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mentalizando 2011.. HÁ!

nem vem que não tem.
nem vem de garfo, que hoje é dia de sopa.
esquenta o ferro, passa a minha roupa.
eu, nesse embalo, vou botar pra quebrar.

sacudim, sacundá, sacundim, gundim, gundá!...

nem vem que não tem.
nem vem de escada, que o incêndio é no porão.
tira o tamanco, tem sinteco no chão.
eu, nesse embalo, vou botar pra quebrar.

sacudim, sacundá, sacundim, gundim, gundá!...

nem vem!
numa casa de caboclo,
já disseram: um é pouco, dois é bom, três é demais.

nem vem!
guarda teu lugar na fila.
todo homem que vacila, a mulher passa pra trás...

nem vem que não tem.
pra virar cinza, minha brasa demora.
michô meu papo, mas já vamos'imbora.
eu, nesse embalo, vou botar pra quebrar.

sacudim, sacundá, sacundim, gundim, gundá!...

nem vem que não tem!


(nem vem que não tem - wilson simonal)

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scribbles

Today.
I'll see you
I'll listen you.
And I don't know what will hapen.

Can I touch you? Just one time
Or for a long time.

I'm alone with my dreams.
Maybe can be truth.
Who knows?

Leave me sleep
And wake up again
In this day.
The day.
Today.





(nada mal, meu inglês..rsrs)

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tão...

ele é verbo,
é rítimo,
é cor.

e a cor.
ah, a cor...
o rosa meu.
rosa dela.

seu,
o arco-íres.

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